Flexibilidade de Pagamento

O projeto surgiu da necessidade de simplificar a experiência de pagamento no Nubank, reduzindo a carga cognitiva do usuário e aumentando a conversão em diferentes mercados. Fui responsável por todo o processo de pesquisa e validação, desde o planejamento do teste até a síntese dos resultados e apresentação para o time de produto. O ponto de partida foi entender como outros mercados, fora do Brasil, já haviam resolvido esse problema para identificar padrões que pudéssemos aplicar de forma consistente e escalável.

Por que isso foi feito?

Teste de Usabilidade

O fluxo de pagamento via Pix precisava ser validado, qual abordagem era mais transparente e clara para os usuários utilizando esse fluxo com período de carência.

Identifiquei uma oportunidade de melhoria no fluxo de pagamento via Pix com período de carência. A hipótese era que a experiência atual não estava sendo clara o suficiente para o usuário no momento de tomada de decisão, e que uma reorganização na forma de apresentar as informações poderia tornar o fluxo mais transparente e aumentar a confiança do usuário antes da confirmação do pagamento.

Motivações

Hipoteses

  • Compreensão do cliente: Validar se os usuários entendem claramente as consequências do adiamento do pagamento da primeira parcela.

  • Modelo mental: Identificar se a ordem das informações exibidas corresponde à lógica de decisão do cliente.

  • Transparência: Teste qual abordagem de período de carência transmite maior clareza e confiança ao usuário.

Trabalhei em colaboração com a equipe de Research para estruturar o teste, juntos alinhamos o roteiro, definimos as hipóteses e organizamos a coleta da base de participantes. A escolha pelo teste não moderado no Maze foi intencional: queríamos observar comportamento espontâneo em escala, sem a influência de um moderador. Rodamos duas amostras em datas diferentes de 19 a 21 de julho e de 1 a 5 de agosto, para validar a consistência dos resultados entre os grupos.

2.000 participantes — Ferramenta: Maze — Testes de usabilidade não moderados

Planejamento

Planejamento

2.000 participantes

Dados Demográficos

Distribuição por Gênero

Distribuição por Idade

Ferramenta: Maze

Testes de usabilidade não moderados

Data do trabalho de campo

1ª amostra: 19 a 21 de julho

2ª amostra de 1 a 5 de agosto

Como isso foi feito?

Dividimos os participantes em 3 grupos com características aleatórias, cada um exposto a uma versão diferente do fluxo. Cada grupo recebeu um e-mail com um protótipo interativo da sua versão e respondeu às mesmas perguntas, garantindo comparabilidade entre os grupos.

O que foi testado

As três versões diferiam principalmente na ordem e no peso visual das informações de carência e parcelamento.

A versão controle mantinha o fluxo original, sem alterações na hierarquia de informação.

A versão A antecipava a informação de carência antes da escolha do parcelamento, mas gerava esforço cognitivo elevado, o usuário precisava processar a carência antes de conseguir tomar a decisão de parcelamento, o que fragmentava o raciocínio.

A versão B reorganizou toda a hierarquia: colocou o parcelamento e o período de carência juntos, de forma que ao selecionar a quantidade de parcelas e a data de início do pagamento, o usuário conseguia ver em tempo real o impacto da sua escolha no valor final. A decisão virava uma experiência de causa e efeito, clara, conectada e sem ambiguidade.

Resultado

  • Os usuários preferiram escolher o mês atual ou o próximo, demonstrando que o Pix é usado para necessidades imediatas e não emergenciais.

  • Muitos tentaram interagir com a tela de pagamento parcelado, mesmo quando isso não fazia parte da tarefa.

  • O pagamento parcelado mostrou-se fundamental para as decisões dos usuários, reforçando a necessidade de dar mais destaque e flexibilidade a essa etapa.

Principais conclusões

Conclusões

O teste permitiu estruturar tarefas, coletar dados e analisar interações de usuários remotamente, destacando a importância de priorizar processos críticos, como pagamentos parcelados e períodos de carência, que impactam diretamente as decisões dos usuários. Também evidenciou a necessidade de focar em comportamentos e intenções, mapear padrões globais para garantir consistência e escalabilidade, e reduzir a carga cognitiva por meio de iterações baseadas em dados reais para criar soluções mais claras e confiáveis.

A versão B foi a que performou melhor entre os três grupos. Ela apresentou maior taxa de conclusão da tarefa principal e gerou menos hesitação na etapa de carência, os usuários chegaram à confirmação do pagamento com mais clareza sobre o que estavam aceitando. Com base nesses resultados, o principal ajuste encaminhado para o time de produto foi a reorganização da hierarquia de informação no fluxo de pagamento, colocando o parcelamento em evidência antes da etapa de confirmação.

Por questões de confidencialidade, os materiais visuais do projeto não estão disponíveis publicamente neste case.